
Erradicar a pobreza em todas as suas formas e em todos os lugares continua sendo um dos maiores desafios da humanidade, razão pela qual é o primeiro objetivo da Organização das Nações Unidas (ONU) para 2030. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram definidos em 2015, durante a conferência Rio+20, com o propósito de promover ações para uma convivência mais harmônica, sustentável e justa no planeta. Esses objetivos consistem em um conjunto de metas a serem alcançadas globalmente até 2030.
Para avançar na eliminação da pobreza global, os países membros da ONU estabeleceram a meta de reduzir pela metade a quantidade de pessoas vivendo em extrema pobreza até 2030. Mas o que realmente significa estar na pobreza?
É fundamental compreender que não existe uma definição única e universal de pobreza. O conceito varia de acordo com os valores e contextos de cada sociedade e país. Contudo, para criar estratégias eficazes, muitos governos e organizações internacionais utilizam critérios baseados na renda ou no poder de compra dos indivíduos. Um dos indicadores mais amplamente utilizados, desenvolvido pelo Banco Mundial, é a linha da pobreza. Segundo esse critério, pessoas que vivem com menos de US$ 1,90 por dia, ou cerca de 300 reais mensais em valores atuais, são consideradas extremamente pobres. Aqueles que têm uma renda diária inferior a US$ 5,50, aproximadamente 875 reais por mês, também são classificados como vivendo na pobreza.
Embora esses indicadores sejam significativos para a ONU, a organização enfatiza que a pobreza não é determinada apenas pela renda diária per capita e pelo acesso a serviços básicos. Fatores como fome, discriminação e exclusão social também são cruciais na definição da pobreza.